terça-feira, janeiro 23, 2007

Esclarecimento do Director do DN

António José Teixeira enviou-me um esclarecimento adicional ao que fora prestado pela jornalista. Infelizmente, não pude incluí-lo na crónica de hoje, pois recebi-o após a crónica ter sido enviada para publicação.

"Além das explicações já dadas pela jornalista Inês David Bastos, cumpre-me esclarecer o seguinte:

1. O princípio geral do jornalismo, logo do Diário de Notícias, é o da identificação dos sujeitos das notícias. Os casos referidos não fogem à regra. Ou não deveriam fugir à regra.
2. O que aconteceu com a não identificação do juiz jubilado não resulta de qualquer discriminação ou intenção dissimuladora/generalizadora.
3. O que aconteceu é que, apesar de todos os esforços (e foram muitos), não conseguimos chegar à identificação do referido juiz. E, não o tendo conseguido, decidimos que se justificava, apesar da contrariedade, publicar a notícia. Até porque tinha base sólida: um acórdão do Supremo Tribunal de Justiça. A decisão do STJ é pública e deve ser divulgada.
4. Não desistimos de chegar à identificação do visado, apesar do STJ não estar interessado em fazê-lo, lançando a suspeita sobre a generalidade dos juizes. Continuaremos a tentar a identificação do juiz. Em resumo, não foi displicência, discriminação ou pouco zelo. Foi a impossibilidade, até agora, de identificar o sujeito do acórdão."