quarta-feira, fevereiro 18, 2009

INTERNET

EU Kids Online Portugal
Conferência Final: Lisboa, 3 de Julho de 2009

*Apresentação de resultados da investigação europeia sobre aspectos
culturais, contextuais e de risco relativos aos usos seguros da Internet e
dos novos media por crianças (2006-09)*, com incidência na situação
portuguesa

Call for papers
Até 30 de Abril
*Acessos e usos da Internet e de outros media digitais por crianças e jovens
- Usos
- Influências
- Metodologias

Recebido de Cristina Ponte

PANORAMA, 6º dia

17H00
CAMINHU KU FUTURU (90’)
Real: Carlos Eduardo Viana

19H00

O VOO DO HUMBI HUMBI (60’)
Real: Carlos Eduardo Viana

21H30
IMORREDOIRA (7’) ESTREIA
Real: Sílvia das Fadas
MÚSICA DE CÂMARA (9’)
Real: Tiago Afonso
MÁSCARA DO TEMPO (10’)
Real: Gonçalo Jordão
AS PEDRAS E AS PESSOAS (12’)
Real: Luís Nogueira
TOKIO PORTO 9 HORAS (10’)
Real: João Nuno Brochado
MAKING OF (CAIXA DE MÚSICA) (25’) ESTREIA
Real: Patrícia Leal

Logo a seguir: Conversa com os realizadores Sílvia das Fadas, Tiago Afonso, Gonçalo Jordão, Luís Nogueira e Patrícia Leal







AMANHÃ | 5ª FEIRA | 19 FEVEREIRO

13H30
SESSÃO ESPECIAL COM ENTRADA GRATUITA
O COMPASSO (160’)
Real: Regina Guimarães e Saguenail

DEBATE “A produção de imagens nas Ciências Sociais – análise de O Compasso” com a realizadora Regina Guimarães

17H00

FALAMOS DE RIO DE ONOR (62’)
Percursos no Documentário Português: António Campos

19H00
DEBATE “como se faz o documentário português?” Apresentação do trabalho de algumas produtoras portuguesas, e discussão das suas políticas de produção com projecção e análise de excertos de filmes. Com a presença de Graça Castanheira (produzir para televisão) e as produtoras Andar Filmes, Filmes do Tejo, Laranja Azul e Raiva

21H30

AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO (147’)
Real: Miguel Gomes

Logo a seguir: Conversa com o realizador Miguel Gomes


AS SESSÕES TÊM LUGAR NO CINEMA SÃO JORGE
O PREÇO DOS BILHETES É 2€
MAIS INFORMAÇÃO EM WWW.APORDOC.ORG


recebido da AporDoc

terça-feira, fevereiro 17, 2009

JCJ Vanderheyden

"Quem tenha visto a exposição de Roma Publications na Culturgest, em 2006, lembrar-se-á porventura de um conjunto de três serigrafias na última sala: três formas geométricas simples, monocromáticas (azul, vermelho e preto), sobre fundo branco. É uma obra recente do artista holandês JCJ Vanderheyden (Den Bosch, 1928), que recupera o vocabulário das suas pinturas abstractas de meados da década de 1960. Em 1967, e durante quase dez anos, o artista deixou de pintar para se dedicar à investigação dos fenómenos da luz, do tempo e do espaço, a experiências com o som e o vídeo, ou à construção de cabines para experienciar o tempo. Desde que retomou aquela prática, em 1976, as suas pinturas reincidem nos mesmos motivos (por exemplo, o horizonte do céu ou o xadrez) e reiteram as mesmas questões e preocupações: a intersecção entre a pintura e a fotografia, a analogia entre a câmara fotográfica e o olho humano, as relações recíprocas entre o microscópico e o macroscópico, ou entre o fragmento e a totalidade, para referir algumas. Nos últimos vinte e cinco anos, Vanderheyden realizou diversas exposições retrospectivas no seu país (Van Abbemuseum em Eindhoven, 1983; Boijmans Museum em Roterdão, 1990; e Stedelijk Museum em Amesterdão, 2001), mas permanece ainda pouco conhecido fora da Holanda (apesar da sua participação na Documenta de Kassel, em 1982). Esta é a primeira retrospectiva do seu trabalho fora do seu país.

Curadoria
Miguel Wandschneider

Visitas guiadas por Miguel Wandschneider
Sábados, 21 de Fevereiro e 14 de Março, 17h00

Visitas guiadas
Domingos, 8 de Março, 5 de Abril e 10 de Maio, 16h00

Informações
21 790 51 55 · culturgest@cgd.pt"


Recebido da Culturgest

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

O pai Playstation

Miguel Gaspar, no Público de hoje

Não será a imagem da semana, mas é certamente uma das legendas do mês. Publicada no tablóide britânico The Sun, diz assim: "PS3..Não será a imagem da semana, mas é certamente uma das legendas do mês. Publicada no tablóide britânico The Sun, diz assim: "PS3... O novo pai, Alfie Patten, 13 anos, a mãe, Chantelle Steadman, 15 anos, com a bebé deles, Maisie, a jogar Playstation". Durante 48 horas foi a história que chocou a Grã-Bretanha. Mas, desde ontem, o Sun tem outro "exclusivo mundial" ainda mais forte: a doença terminal de Jane Goody, de 27 anos, uma estrela britânica do Big Brother. Até ao fim, a sua vida já não se vai distinguir da do personagem de um reality show. Não existe limite para a obscenidade destas vidas mais reais do que a vida que ocupam o lugar da ficção nas sociedades contemporâneas.

Também para o jovem Alfie Patten e para a sua companheira Chantelle, dois anos mais velha, a celebridade efémera foi o resultado do elevado valor de mercado da sua história. Um repórter perguntou a Alfie: vais ser um bom pai? E desde então Alfie Patten responde a todas as perguntas garantindo que vai ser um bom pai - disse ao Sun que a primeira noite não foi tão difícil como ele esperava. O jornal insiste em mostrar a jovem família com um ar absolutamente descontraído e em sublinhar como continuam a jogar Playstation, apesar de tudo.
O caso, evidentemente, tornou-se político. É a diferença entre o jornalismo de sensações moderno e o que existe há mais de cem anos. Nada de fundamental mudou desde os primóridos da imprensa amarela até à sociedade da tele-realidade. Fizeram-se alguns melhoramentos, é certo, mas o essencial é velho como a espécie humana: procurar histórias aberrantes e vendê-las.

A novidade é o discurso político ter-se passado a articular em torno deste sensacionalismo mediático.
Não se pergunta a um miúdo de 13 anos apanhado nesta situação se ele vai ser um bom pai ou se sabe como vai pagar as contas (ao que parece, de vez em quando o pai dá-lhe uns trocos, não tem mesada fixa). Na verdade, a espectacularização da história de Alfie tem um fim moralista. Ela permite aos analistas e aos políticos conservadores falar na Broken Britain, na "irreparável" quebra de valores no Reino Unido (uma arma política forte mesmo em tempo de crise). E ainda levantar temas como a sexualização da sociedade e nos efeitos colaterais dos apoios à mães adolescentes.
Lê-se na imprensa britânica que o Reino Unido é o país europeu onde existem mais casos de gravidez na adolescência e aponta-se o dedo a um sistema de apoios a estas mães que seria demasiado generoso. Um dos subtextos desta história é que Chantelle engravidou ou não se importou de engravidar para usufruir desses benefícios - e por isso ela é fotografada descontraída a jogar Playstation. Ninguém pode, no entanto, dizer se foi assim - só é verdade a parte em que a vida dela está mais ou menos desfeita e pouco lhe resta além de ser subsidiopendente toda a vida. Mas há um reverso da medalha - apesar de ter a mais elevada taxa europeia de casos de gravidez na adolescência, o Reino Unido tem visto esse número descer consistentemente nos últimos 20 anos, diz o mesmo The Sun. Por outras palavras, o problema existe, mas as medidas políticas conduziram a resultados concretos. Viver de subsídios é mau, mas num quadro em que o problema global melhora, isso passa a ser um mal menor.

Sobra o problema moral. "Sexualização" da sociedade? Talvez seja mais adequado falar em espectacularização da sexualidade, como existe toda uma espectacularização da vida, que subordina os valores, a expressão da diferença, a individualidade a códigos únicos. A "indignação" moral e a mediatização de um caso como este, sem qualquer respeito pela privacidade dos adolescentes e do bebé envolvidos, são duas da faces de uma mesma hipocrisia. Jornalista (miguel.gaspar@publico.pt)

domingo, fevereiro 15, 2009

PROVEDORIAS, no Público

"Free report
Joaquim Vieira Provedor do leitor

A livre informação não implica que um jornal amante do rigor e da independência não procure ser isento

Alguns leitores sentiram-se incomodados pela cobertura do PÚBLICO ao caso Freeport - a polémica aprovação sob a responsabilidade de José Sócrates (J. S.), enquanto ministro do Ambiente, em vésperas das eleições legislativas de 2002, de um centro comercial na Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, em Alcochete.

"Na altura em que corre uma investigação judicial - e isto acontece repetidamente - os meios de comunicação (esse jornal incluído) criam um ambiente, um clima de suspeição tal que os nomes das personalidades apresentadas já aparecem como praticamente julgadas e condenadas", escreve Maria Luiza Sarsfield Cabral [M.L.S.C.], sintetizando o pensamento dos leitores que reclamaram. "Tomo como exemplo (por entre muitos outros...) o PÚBLICO de 30 de Janeiro, que vem repleto com o caso Freeport - 1ª pág., 2ª pág., 3ª pág., 4ª pág., 5ª pág. Cinco páginas quase inteiramente orientadas no sentido de formar a suspeição... - e, no fundo da pág. 4, como se fosse indiferente, talvez coisa de somenos, aparece então, em letra pequena, o texto integral do comunicado do procurador da República... Como é possível?"

"Durante uma semana o PÚBLICO 'encheu' - é o termo adequado e necessário -, quase na totalidade, as primeiras páginas com o caso Freeport e o primeiro-ministro", constata Augusto Küttner de Magalhães. "Por vezes a qualidade não joga com a quantidade e o inverso também é verdadeiro, e torna-se espantoso ir a uma banca de jornais e ver todas as primeiras páginas de todos os jornais com o mesmo tema, e só o mesmo, e espantosamente também o PÚBLICO, que costuma primar pela diferença, pela maior discrição! (...) Se a ideia única é transmitir culpa de actos do actual primeiro-ministro, talvez tenha em parte conseguido, mas isso fica melhor ser feito por outros jornais que não necessária nem obrigatoriamente o PÚBLICO." E avisa Sérgio Brito: "Lá estão os ditos jornais de referência invocando a 'liberdade, a verdade, a responsabilidade', mas afinal o que os move é 'a raiva' (...), sendo verdade que esta pode matar o portador!"

Para o provedor, o assunto não é de somenos: envolve o nosso principal governante num acto cujas motivações políticas, apesar do estardalhaço criado à volta das "campanhas negras" (ou talvez por isso mesmo), ainda estão longe da clarificação, além de não se poder ignorar que o seu nome figura em processos por suspeitas de corrupção que estão em curso em Portugal e na Grã-Bretanha - ou seja, o futuro deste país depende do desfecho do caso. Razão de sobra para o destaque que a imprensa "de referência" lhe dá.
"Sendo J. S. primeiro-ministro, é uma figura pública que deve ser sujeito ao mais rigoroso escrutínio no que diz respeito à sua vida pública, algo que este jornal nunca deixou de fazer quando encontrou situações duvidosas (foi no PÚBLICO, por exemplo, que se contou pela primeira vez um dos casos que envolvem o autarca do PSD Isaltino Morais, hoje em julgamento)", defende o director deste jornal, José Manuel Fernandes (J.M.F.), solicitado pelo provedor a responder às reclamações dos leitores. "O caso Freeport é de indiscutível interesse público, e por vários motivos. Primeiro, porque, como o PÚBLICO investigou consultando toda a documentação relativa ao processo de licenciamento [de construção do centro comercial], este levanta muitas e legítimas dúvidas, a começar pela forma apressada e atabalhoada como foi aprovado o estudo de impacto ambiental e como foi alterada uma lei num mesmo dia, por 'acaso' a três dias de eleições legislativas. Todos os elementos que recolhemos apontam para que, no mínimo, houve um tratamento especial de um projecto que colocava sérias dúvidas ambientais. Segundo, porque, como o PÚBLICO noticiou, a PGR [Procuradoria Geral da República] chamou a si este caso porque ele 'estava parado', de acordo com o próprio procurador-geral. Terceiro, porque, como o PÚBLICO também noticiou, o director da Polícia Judiciária em funções quando o actual primeiro-ministro tomou posse afirmou que dera prioridade ao caso (...) até ser demitido do cargo por decisão conjunta do primeiro-ministro e do ministro da Justiça. Quarto, porque, como mostrámos de forma gráfica após a sua publicação noutros órgãos de informação, a carta rogatória enviada pelas autoridades inglesas, que não podem ser suspeitas de terem montado uma 'campanha negra', tem elementos suficientes para suscitar dúvidas que ainda não foram esclarecidas pelo então ministro do Ambiente, actual primeiro-ministro, nem pelas autoridades de investigação portuguesas."

A outra questão que se coloca é a da culpabilidade, do facto de, como escreve M.L.S.C., as "personalidades apresentadas já aparecem como praticamente julgadas e condenadas". É preciso reconhecer aqui uma evidência em termos de funcionamento de uma sociedade aberta: o simples facto de se mencionar nos media a existência de uma suspeita de comportamento ilícito de uma figura pública, por muito equilibrado que seja o exercício do contraditório, expondo-se os argumentos em defesa do visado, lança sempre uma mancha sobre a imagem com que a opinião pública passa a olhar para essa personalidade. É um mecanismo decorrente do grau de exposição pública a que estão sujeitas as pessoas com notoriedade social, um preço decorrente da liberdade de expressão, que causará sempre debate em momentos como este, mas que nunca desaparecerá. Por outras palavras: quem anda à chuva molha-se.

Esta ideia sagrada de free report (livre informação) não implica porém que meios de comunicação que apregoam no estatuto editorial a prática do rigor e da independência, como é o caso do PÚBLICO, não procurem a isenção na sua cobertura de casos controversos, garantindo "sempre aos acusados o direito de exporem os seus pontos de vista em pé de igualdade com os acusadores", segundo os "Princípios e normas de conduta profissional" deste jornal, onde se estabelece ainda: "Em todas as circunstâncias, o PÚBLICO revela, apura, divulga; jamais denuncia ou persegue. (...) Só publica essas acusações quando delas obtém provas ou quaisquer outros elementos que o convençam da sua veracidade. (...) Qualquer informação desfavorável a uma pessoa ou entidade obriga a que se oiça sempre 'o outro lado' em pé de igualdade e com franqueza e lealdade. Só em casos excepcionais, e após autorização da direcção, se pode contrariar o princípio da equidade."

Terá então fundamento, à luz deste normativo, a queixa de M.L.S.C. sobre uma orientação nas páginas do PÚBLICO "no sentido de formar a suspeição"? De novo a palavra a J.M.F.: "Em todas estas situações, em muitas outras, sofremos pressões, em todas as que intervim enquanto director tive sempre o cuidado de que os factos fossem relevantes, o texto seco e directo, não existissem insinuações nem subentendidos. Posso ter cometido, aqui ou além, erros de avaliação, mas, quando está em causa o dinheiro dos contribuintes e bens públicos, é obrigação de uma imprensa livre não se contentar com os comunicados oficiais, assim como é obrigação de uma imprensa responsável evitar o melhor que puder as ratoeiras associadas à violação do segredo de justiça. É também sua obrigação dar todos os factos e elementos para que os leitores possam formar a sua opinião - e isso mesmo sucedeu na edição referida pela leitora: o texto mais importante, o que abre o Destaque, é o relativo à conferência de imprensa de J.S.; nesse texto refere-se logo a existência do comunicado da PGR; apesar de o comunicado estar disponível há muitas horas e de pouco acrescentar a um emitido dias antes, entendemos publicá-lo na íntegra, o que não sei se mais algum jornal fez; fizemo-lo com destaque, pois foi colocado numa caixa com fundo de cor, fórmula gráfica que chama a atenção dos leitores (...). Em suma: o PÚBLICO cumpriu com rigor o seu dever. Leitores como os que protestaram (...) terão paixões que, como jornalistas, tratamos de evitar, mas a que reconhecemos legitimidade (...). Viver em liberdade numa democracia implica não só aceitar como acarinhar uma imprensa livre, independente e plural, uma imprensa vigilante que, mesmo sem ter o poder de julgar, tem o dever de investigar e actuar, perdoe-se o inglesismo, como watchdog num sistema de pesos e contrapesos delineado constitucionalmente de forma a limitar o poder dos governos e, assim, impedir a sua actuação discricionária, antes impondo-lhes os limites da lei e a obrigação de prestarem contas aos cidadãos."

Tudo muito bem no plano dos princípios - e o provedor nada tem a objectar, de forma genérica, à cobertura do caso feita pelo PÚBLICO. Mas não pode deixar de recordar que a manchete da edição em análise dizia "Caso Freeport: Prioridade à investigação acabou após a demissão de Santos Cabral da Judiciária", ideia retomada no título da pág. 4: "Ex-director da Judiciária demitido por este Governo diz ter dado prioridade à investigação do Caso Freeport." Ou seja, embora tudo aí seja autêntico, procura-se com esta redacção, sem o afirmar explicitamente e muito menos prová-lo, induzir na cabeça dos leitores a existência de uma relação de causa e efeito entre a demissão de um director da PJ que estaria empenhado na investigação do caso e a vontade de J.S. em sabotar o processo, ideia confirmada no respectivo texto por uma frase que o rigor deveria ter banido: "Na altura, alguns observadores relacionaram essa demissão com o empenho posto na investigação do processo Freeport" (no mínimo, seria necessário dizer quem foram os "observadores").

Será este um dos "erros de avaliação" de que se penaliza J.M.F.? A verdade é que se indicia aqui um inconfessado desejo de incriminação de J.S. Para bem da credibilidade do PÚBLICO e da seriedade do seu tratamento de tema tão sensível (que no próximo domingo merecerá nova abordagem do provedor), era bom não existir tal intenção."

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

UNIVERSIDADE DE NAVARRA

Un congreso sobre los retos de la comunicación reúne en Navarra a más de 50 expertos en medios interactivos.
YUSTE | MADRID
Actualizado Miércoles, 11-02-09 a las 19:16

Más de 50 expertos en medios interactivos se darán cita mañana y el viernes en el XXIII Congreso Internacional de Comunicación (CICOM) que celebra la Universidad de Navarra y que se enmarca dentro de los actos del 50 aniversario de la Facultad de Comunicación.

Durante la jornada de mañana, las conferencias girarán en torno a empresas tradicionales que han logrado a lo largo de los años innovar en su actividad y que, por tanto, continúan consolidando su éxito dentro del sector de la comunicación. Así, la sesión inaugural correrá a cargo de Carlos Soria, presidente de Innovation International Media Consulting Group.

Asimismo, dentro de la programación, destacan otras mesas como la titulada «Calidad y creatividad: medios de referencia», integrada por Keenan Smart, administrador de la división fílmica de historia natural de National Geographic; Gabriel González, director de proyectos de Deutsche Welle; y Alejandro Nogueras, director ejecutivo creativo de Walt Disney. O la que se ha bautizado como «Desafíos de la docencia universitaria», en la que tomarán parte como ponentes Brian S. Brooks, de la Universidad de Missouri; Wolfgang Donsbach, de la Universidad de Dresden; y José Francisco Sánchez, profesor de la Universidad de La Coruña y director de la Fundación Santiago Rey Fernández-Latorre.

En la jornada del viernes, el protagonismo será para expertos en nuevos medios y gurús de la innovación comunicativa, que hablarán sobre las oportunidades y los riesgos que presenta el futuro de la Sociedad de la Información, así como los retos a los que se deberán enfrentar los periodistas en un mundo cambiante como Internet. Entre los conferenciantes, están Jay David Bolter, del Wesley Center for New Media; Alejandro Piscitelli, profesor de la Universidad de Buenos Aires; Francis Pisani, bloguero, autor y periodista independiente, Manuel Erice, subdirector de ABC/ABC.es; Jean-François Fogel, periodista y ensayista; Mario Tascón, editor de Dixired; y José Luis Orihuela, profesor de la Universidad de Navarra.

Sobre los objetivos de este importante congreso, José Luis Orihuela, miembro del Comité Científico del XXIII Cicom, ha asegurado, en declaraciones a ABC.es, que «tanto los viejos como los nuevos medios se encuentran en un escenario caracterizado por los cambios sociales (la emergencia de la generación de los nativos digitales), tecnológicos (la popularización de herramientas para la generación de contenidos por parte de los usuarios de la red) y económicos (la crisis global que ha acentuado las debilidades de las empresas de medios tradicionales). En este contexto, el XXIII Congreso Internacional de Comunicación que celebramos esta semana en la Universidad de Navarra, se ha propuesto como objetivos rescatar los valores de la innovación y de la excelencia, desde la convicción de que en esta encrucijada la única receta universalmente válida es más y mejor periodismo".

El congreso podrá ser seguido a través de la cuenta de la Facultad de Comunicación en twitter. y en el website oficial.
BAR DAS CIÊNCIAS
A revolução secreta das ciências naturais
19 de FEVEREIRO às 19h00
no Instituto Franco-Português
Com
GUILLAUME LECOINTRE
Sistemata, professor no Museu Nacional de História Natural de Paris
Entrada Livre

O próximo Bar das Ciências, dia 19 de Fevereiro, às 19h00 no Instituto Franco-Português, em Lisboa, tem como convidado Guillaume Lecointre, sistemata, professor do Museu Nacional de História Natural (Paris) para nos falar de “A revolução secreta das ciências naturais”
«Todos nós temos necessidade de classificar para melhor compreender o mundo e agir.O que é então classificar? Hoje em dia, em ciências naturais, os cientistas ainda classificam? Quais são as preocupações do classificador? O que é actualmente uma classificação científica dos seres vivos? Que representações não científicas podem ainda constituir obstáculo à classificação? Todos sabemos que desde o tempo da nossa escola primária as ciências naturais mudaram muito. A sistemática, a ciência das classificações renovou-se e tomou como directiva os graus de parentesco entre as espécies.»


recebido do IFP

PROBLEMAS DE IMAGEM

Miguel Gaspar

Andávamos nós entretidos com outros malmequeres e há algum tempo sem provas empíricas da existência do maior partido da oposição, mas bastou um enérgico comentário televisivo de Marcelo Rebelo de Sousa para nos mostrar que o PSD está afinal vivo e bem vivo - ou seja, autofágico, como de costume. Nem a fragilização do primeiro-ministro por conta do caso Freeport chega para anular a fome de autodestruição que continua a ditar leis lá para a S. Caetano à Lapa.Andávamos nós entretidos com outros malmequeres e há algum tempo sem provas empíricas da existência do maior partido da oposição, mas bastou um enérgico comentário televisivo de Marcelo Rebelo de Sousa para nos mostrar que o PSD está afinal vivo e bem vivo - ou seja, autofágico, como de costume. Nem a fragilização do primeiro-ministro por conta do caso Freeport chega para anular a fome de autodestruição que continua a ditar leis lá para a S. Caetano à Lapa. Mal vão as coisas quando o maior partido da oposição é primeira página porque um comentador acha que existe um problema de imagem e não quando o partido tem alguma coisa de substantivo a dizer. Mérito do comentador, sem dúvida, demérito do partido, mas também do país. No fundo continuamos a viver num universo político em que achamos os problemas de imagem mais importantes do que os problemas do mundo concreto. Amigos do marketing político, olá, temos uma notícia! A realidade, afinal de contas, existe. É mesmo a tendência dominante para a colecção Primavera/Verão - e quem sabe se para a colecção Outono/Inverno.
O problema de Manuela Ferreira Leite, segundo diz Marcelo, são os seus conselheiros. Deve haver alguma verdade nisto. Imagina-se o baronato social-democrata quando percebeu quem ia ser a sua líder: uma senhora a mandar no partido? Que chique! E, depois, é tão séria! Mas conservadorismo é conservadorismo. E Manuela Ferreira Leite paga as favas daquele marialvismo lusitano que não se importa nada que as senhoras mandem, desde que alguém mande na senhora, claro. É aí que entra o problema dos conselheiros. Para mais, esta nossa tradição machista à portuguesa não deve necessariamente muito à coragem. Mesmo revendo-se na tradição da cavalaria, nos exemplos do Lidador e do Contestável, gostam pouco de se chegar à frente. E o problema de Manuela Ferreira Leite, ao fim de todos estes meses, continua a ser o de ter muita gente pronta a dar conselhos e pouca gente disposta a ir à luta. O esperado, num país de treinadores de bancada.
Para resolver o problema da credibilidade da oposição, era necessário um governo sombra, alguém que seguisse dossiers e respondesse à letra a Manuel Pinho, a Mário Lino, eventualmente mesmo a Augusto Santos Silva. É o que se faz nos países civilizados e permitia um partido mostrar que tem uma política para cada sector. O único risco para o líder, evidentemente, é sair-lhe na rifa alguém pior do que Manuel Pinho, Mário Lino ou mesmo Augusto Santos Silva. Mas reconheço que é difícil fazer um governo sombra com um partido que mergulha na sombra sempre que está na oposição.

Já aqui escrevi há muitos meses, quando se discutia neste país o silêncio da líder da oposição, que um partido de governo não se constrói
com um rosto mas com vários. Mas persiste em Portugal a ideia de que um só líder chega para todas as encomendas. É o mito da era do político de plástico, em que vivemos desde os anos 1990. O mito do líder jovem e dinâmico e que faz coisas sexy para o povo, como jogging em cidades estrangeiras ou ser presidente de um clube de futebol. Um mito tão forte que agora a SIC até arranjou maneira de pôr o fantasma de Salazar a contracenar com Soraia Chaves, sex symbol do século XXI.
É também esse mito do líder providencial que continua a estar na raiz da desagregação interna do PSD e que tem causado a permanente rotação de líderes dos últimos anos, por muito diferentes que sejam esses líderes. E por muito real que seja o líder sombra do PSD actual (mora em Belém), esta histeria autofágica prejudica na verdade todo o sistema partidário. Jornalista (miguel.gaspar@publico.pt)


In Público de hoje

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

PRAIAS


EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA de CHRISTIAN CHAIZE

De 12 de FEVEREIRO a 10 de MARÇO
INSTITUTO FRANCO-PORTUGUÊS – Avenida Luís Bívar, 91
Inauguração 12 de FEVEREIRO às 18h30


“Tento colocar o tempo nestes instantes, o tempo que se vê, o tempo elástico de uma imagem para outra. e recomeçar...” Christan Chaize


É inaugurada no dia 12 de Fevereiro às 18h30 e fica patente no Instituto Franco-Português, à Av. Luís Bívar em Lisboa, até dia 10 de Março, a exposição de fotografias de Christian Chaize, intitulada “Praias”.

Como que num percurso iniciático, Christian Chaize fotografou ao longo de 5 anos um mesmo recanto da costa sul portuguesa. O mesmo percurso, o mesmo enquadramento entre a Praia Pequenina e a Praia Grande. A objectiva de Christian Chaize devolve-nos as visões múltiplas de um mesmo lugar em constante mutação que vamos poder ver de 2ª a sexta das 09h00 às 20h30 e aos sábados das 09h00 às 13h00.


CHRISTIAN CHAIZE, PRAIA 2004-2008
Em Agosto de 2004, Christian Chaize definiu o enquadramento que resultou na série Praia, fotografias em perspectiva mergulhante de lugares idênticos.
Escolhendo duas praias situadas no Sul de Portugal, Praia Pequenina e Praia Grande, Chaize decidiu-se pela mais pequena, apertada entre rochedos e a prestar atenção à hora e ao ângulo de enquadramento, colocando o seu tripé. Depois, pontuou exactamente o caminho que leva à praia maior. Nos anos seguintes, recomeçando o mesmo percurso e os mesmos enquadramentos, Chaize desen­volveu uma visão perturbadora da paisagem. Num lugar natural em princípio estável, cada elemento parece variar ligeiramente e não manter no mesmo lugar: o horizonte, o oceano, a areia, os rochedos, os banhistas, casais, famílias e os seus apetrechos.
As visões múltiplas obtidas dão às imagens de Chaize uma estranha e fascinante sensação do ambiente estival.


BIOGRAFIA
Christian Chaize, nascido em 1960, vive e trabalha em Lyon, França. Desde há 20 anos, Chaize fotografa as pessoas no seu quoti­diano, paisagens ou objectos, num estilo muito pessoal. Obteve o prémio europeu da jovem fotografia europeia, em Arles, França. Organiza e participa em exposições e publica as suas fotos em livros.
Fotógrafo que acumula trabalhos pessoais e encomendas publicitárias de marcas internacionais.


Recebido do IFP

sábado, fevereiro 07, 2009

MÚSICA NO INSTITUTO FRANCO-PORTUGUÊS

FEVEREIRO 2009

Muita música nas propostas do Instituto Franco-Português para este mês de Fevereiro

Dia 11 às 19h00 é a vez da jovem pianista Joana Gama Bach Fantasia Cromática e Fuga em ré menor, BWV 903; H. Villa-Lobos Bachianas brasileiras Nº4; Fernando Lopes-Graça In Memoriam Béla Bartók, Suite Nº5 para piano solo; Beethoven Sonata Nº31 em lá bemol maior, Op. 110 , num recital que vai ser também transmitido em directo do auditório do IFP para a Antena 2. Entrada livre.,

Michel que muitos conhecem faz tempo em duas propostas para este mês. O Michel em CAf’ Conc no dia 23 ao jantar. O primeiro jantar em ambiente café concerto que estreou o mês passado e que promete continuar, foi um verdadeiro sucesso. Já sabe, pode repetir a experiência ou vir descobrir. Reservas: 213111400 (Jean-Michel).

Mas para além deste repertório de café concerto, Michel propõe-nos ainda um espectáculo original e com originais de sua autoria a que chamou “Caderno de Viagens e Miragens” e para o qual convocou para com ele partilhar a deambulação por sob o céu de Lisboa, os músicos portugueses: Rogério (guitarra), Zé Manel (baixo), Roberto Sores (bateria) Gil (flauta) e Jorge (piano). Bilhetes: 7€. É dia 13 às 21h30.

Dia 21 às 21h30, Jorge Rivotti apresenta as suas “Canções de Amor Pintadas de Amarelo”. O cantautor assinala assim os seus 20 anos de carreira. Bilhetes: 8€.

Dia 25 às 19h00, é a vez da música da Guiné-Bissau através da voz e da Kora de Mestre Galissá. A kora é um cordofone de 21 cordas com uma caixa de ressonância que é uma grande cabaça e é tocado apenas com o polegar e indicador de ambas as mãos. O som? Magnífico! Transmissão em directo do auditório do IFP para a Antena 2. Entrada livre.


Dia 28 às 21h30 voltamos a ter jazz no IFP, desta vez com um colectivo de 17 músicos de experiências muito diversas, dirigido pelo músico Claus Nymark, que dá pelo nome de Big Band Jazz Big Band Reunion. Uma parceria IFP / OndaJazz. Bilhetes: 8€.


Não esqueça que temos outras propostas para si:

Cinema: a continuação do ciclo de Homenagem a Jean Rouch, com convidados que nos ajudarão a conhecer melhor a pessoa e o etnógrafo. NA 2ª feira, dia 9, Brice Ahoumou, jornalista e programador e Rosa Maria Perez, antropóloga.
Na3ª feira dia 10 às 19h00, Joaquim Pais de Brito, director do Museu Nacional de Etnologia.
Dia 16, último dia do ciclo, Manoel de Oliveira (realizador) e Bernard Despomadères (produtor) virão falar desse “Aperto de mãos Amigas” que Jean Rouch e Manoel de Oliveira realizaram em conjunto.
“En une poignée de mains amies” é o título do filme que rodaram em 1997 e que Bernard Despomadères produziu. O ciclo termina com a projecção de “Mosso Mosso” de Jean André.


EXPOSIÇÃO: Venha à inauguração da exposição de Christian Chaize “Praias”, para a qual está convidado (a), dia 12 e fique para o Encontro com o Le Monde Diplomatique, às 21h30, onde se vai falar de
«Guerra em Gaza sacode o Médio Oriente.Que papel para os Estados Unidos, a União Europeia e as Nações Unidas?», com a ajuda de José (jornalista) e Pedro Pezarat Correia
(professor de geopolítica e geoestratégia). Goulão

Dia 14 às 19h00, venha ao teatro. Com encenação de Robert Cantarella, Thérèse Crémieux vai ler-nos, em francês, o texto do autor austríaco, Hermann Broch, “La servante Zerline". Entrada livre.


Dia 17 às 19h00 no BAR das Ciências, Guillaumme Lecointre vai falar-nos de « La révolution secrète des sciences naturelles »


Finalmente, dia 26 às 19h00, estão todos convidados para a apresentação do livro de Rosa Antonio, “Filhos da Mãe”

ATENÇÃO: A Noite das Curtas-Metragens anunciada para dia 27 de Fevereiro, foi adiada para dia 17 de ABRIL.


recebido do Instituto Franco Português