terça-feira, fevereiro 17, 2009

JCJ Vanderheyden

"Quem tenha visto a exposição de Roma Publications na Culturgest, em 2006, lembrar-se-á porventura de um conjunto de três serigrafias na última sala: três formas geométricas simples, monocromáticas (azul, vermelho e preto), sobre fundo branco. É uma obra recente do artista holandês JCJ Vanderheyden (Den Bosch, 1928), que recupera o vocabulário das suas pinturas abstractas de meados da década de 1960. Em 1967, e durante quase dez anos, o artista deixou de pintar para se dedicar à investigação dos fenómenos da luz, do tempo e do espaço, a experiências com o som e o vídeo, ou à construção de cabines para experienciar o tempo. Desde que retomou aquela prática, em 1976, as suas pinturas reincidem nos mesmos motivos (por exemplo, o horizonte do céu ou o xadrez) e reiteram as mesmas questões e preocupações: a intersecção entre a pintura e a fotografia, a analogia entre a câmara fotográfica e o olho humano, as relações recíprocas entre o microscópico e o macroscópico, ou entre o fragmento e a totalidade, para referir algumas. Nos últimos vinte e cinco anos, Vanderheyden realizou diversas exposições retrospectivas no seu país (Van Abbemuseum em Eindhoven, 1983; Boijmans Museum em Roterdão, 1990; e Stedelijk Museum em Amesterdão, 2001), mas permanece ainda pouco conhecido fora da Holanda (apesar da sua participação na Documenta de Kassel, em 1982). Esta é a primeira retrospectiva do seu trabalho fora do seu país.

Curadoria
Miguel Wandschneider

Visitas guiadas por Miguel Wandschneider
Sábados, 21 de Fevereiro e 14 de Março, 17h00

Visitas guiadas
Domingos, 8 de Março, 5 de Abril e 10 de Maio, 16h00

Informações
21 790 51 55 · culturgest@cgd.pt"


Recebido da Culturgest